Nomadland

Nomadland

[...] Entre luscos-fuscos, Fern carrega batatas, fritas batatas, limpa bosta, trabalha na Amazon. Trabalha numa “Empire”, depois de morar em Empire, ironia dessa cidadela-fantasma, cuja vista sempre deu a lugar nenhum. Noutra cidade, passa diante do cinema que anuncia o apocalipse em letras garrafais: “The Avengers”. Sozinha, toma Coca-cola num plano-cópia mal acabada de Hooper.

Reencontra Davie, que tem diverticulite, assim como Swankie tinha câncer. Fern envelhece sob uma palidez que reflete as cores do céu. É uma fantasmagoria entre pores do sol. Como sua antiga cidade, que fez do corpo dela estaca, enquanto, na verdade, as células são nômades que partem o tempo todo para não retornarem aos vincos deixados. A fotografia do marido jovem é uma permanência sem vincos. Mas tem um rasgo.

Texto completo na Pós-créditos