Metropolis

Metropolis ★★★★★

Em uma pegada futurista, onde a cidade depende das máquinas que são controladas pelos milhares de trabalhadores nas profundezas, o filme apresenta uma crítica social intensa e cheia de simbolismos.

Metrópolis é uma cidade formada por camadas, onde, literalmente, cada classe social vive. Nas profundezas, os trabalhadores e seus filhos (as mãos) vivem em total função das máquinas, um ambiente fabril que inspirou Tempos Modernos. Na camada mais alta, há a cidade com luz, aviões, veículos, urbanização e arquitetura futurista, uma mistura de Bauhaus (importante escola alemã de arquitetura e design) e Art Decó, um lugar onde reside os Mestres e seus filhos (o cérebro), totalmente dependentes das "mãos". E, nesse contexto, surgem a Maria com discurso pacifista e o robô com o rosto de Maria, que é criada para causar discórdia, revolução.

E assim o filme anda, com simbolismos, jogos de luz e sombra, paradoxos, expressionismo e magníficos cenários, montagens e fotografias. Vale lembrar que o filme foi picotado após o fracasso de bilheteria e por isso muitas cenas foram perdidas. Eu assisti a versão mais curta (1h56min) que aparentemente não apresenta cortes. Existe, também, uma maior feita a partir de uma restauração em 2010 com material encontrado na Argentina, porém, com cortes aparentes na longa.

Ps: impressão minha ou o começo do hino da França está presente na trilha sonora?

Freder: "Your magnificent city, Father - and you the brain of this city - and all of us in the city's light...And where are the people, Father, whose hands built your city--?"
Joh Fredersen: "Where they belong..."
Freder: "In the depths...? What if one day, those in the depths rise up against you?"

Ana Lê liked these reviews