Brother

Brother ★★★

Uma pena que um filme tão icônico do terrível período do fim dos estados soviéticos seja completamente ignorado pela cinefilia ocidental. Talvez a própria ruína espiritual corporificada nas ruas de São Petesburgo (hoje remodelada para o turista do oeste) e em Sergei Bodrov (falecido) justifique sua popularidade lá e a impopularidade fora. Afinal, a morte do cinema como utopia revolucionária foi sentenciada décadas e décadas antes, e precedendo os anos 90, as raras notícias do leste vieram com muita babação de pompa mística. Como encaixar neste cenário a caminhada no lodo de um soldado em busca da pátria e da família que lhe deserdaram? Bom, não tem como. Especialmente se o trabalho lembra mais Rolling Thunder do que os péssimos Rambos pós-Cameron, e a austeridade bressoniana do que qualquer memória soviética.