Wolves at the Door

Wolves at the Door ★★★

Curto e grosso como deveriam ser. Virtudes do ausente filme X, que no tempo da vulgaridade conservadora de um Get Out, da cacofonia brega de um IT, da completa falta de bom senso dos inventores da roda que não aprenderam a decupar qualquer ação dramática, de The Witch a Babadook, fazem toda a diferença. Não vi um filme no gênero desde 31 que, basicamente, se dá a liberdade de ser irresponsável, que não se contenta apontando o dedo ou, Deus me livre, redimindo personagens e sua comunidade, que devolve ao horror a mesquinharia, imundice e violência. Evidência maior que qualquer resquício de um artesanato diligente em Insidious e The Conjuring não vinha do James Wan, outro prego. Leonetti se sai bem melhor economizando em narração e montagem, assumindo que está realizando uma set-piece estendida a metragem de longa, não exigindo respostas imediatas e sublimando a narrativa em uma situação, com o confinamento bastante mundano das vítimas nos limites do palco que é um lar invadido, toda sociedade que é exigida, com as luzes da cidade distantes e memórias de civilização na TV que apaga, deixando um espaço para ser preenchido.