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  • Pelano!

    Pelano!

    ★★★

    This review may contain spoilers. I can handle the truth.

    O mundo derretendo e a música carnavalesca chamando a personagem para pular da janela. Corpos ocupando as ruas, mesmo que a morte esteja pairando. A distopia soa bastante familiar para os tempos, tanto na sua correlação com os eventos atuais quanto como recurso presente em um punhado de filmes recentes de que me lembro.

    Diferente da maioria dos filmes caseiros esse se presta à uma extrapolação, indo para um fora que é, na verdade, o delírio. Irrompe na simplicidade do estilo, na economia do tédio e suor, uma proposição bastante radical nas suas implicações. A estética avacalha a realidade.

  • Cavalo

    Cavalo

    ★★★

    Um filme em que a saúde está dada acima de tudo para ser celebrada. Me toca essa perpétua movimentação das tramas rumo à coletividade da cura. Através dos cultos, das danças, o corpo múltiplo invocado no quadro como um meio. No entanto, a interpenetração dos regimes, essa imbricação, já soa familiar. Fico tentando encontrar algum movimento que se dá para além de uma forma já codificada da entrevista, da performance coreografada, da encenação alegórica, da observação caseira documental… Nesse sentido, o trabalho fica um pouco esquemático.

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  • É Rocha e Rio, Negro Leo

    É Rocha e Rio, Negro Leo

    ★★★★★

    Meu filme favorito da 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes, É Rocha e Rio, Negro Léo é o filme mais capacitado para estabelecer uma Relação que eu vi em muito tempo. A escuta aqui é acompanhada pela oportunidade de uma invenção formal que acompanha o personagem também trilhando seu caminho autônomo. Não há uma adesão ilustrativa (montagem frenética cheia de arquivos), ou frieza de aproximação que confina a força do personagem aos longuíssimos planos. Há um respeito pela capacidade da…

  • Viramundo

    Viramundo

    ★★★★★

    This review may contain spoilers. I can handle the truth.

    A distância de 10 anos entre Viramundo e Espaço Sagrado evidencia uma mudança de chave da representação no cinema de Geraldo Sarno. Ao acompanharmos a estrutura em que o primeiro (1965) engendra seus personagens migrantes fica claro o papel que as religiões cristã e afrobrasileira desempenham no argumento da miséria como fenômeno cíclico. A montagem violentamente aproxima as duas expressões tão díspares dentro de uma ótica sociológica (já explicitada por Bernardet em Cineastas e Imagens do Povo) em que o…