Solum ★½

Tinha espectativas altíssimas para este filme, e continuo a achar que a ideia no seu centro é muito boa, mas, com muita pena, o Diogo e o Pedro Morgado não a conseguiram concretizar correctamente.

Houve diversos plot holes que deveriam ter sido explicados, de forma a melhor se compreender o enredo. Sentiu-se uma ânsia desesperada de entregar na segunda metade do filme as respostas todas de forma atabalhoada, quase a suplicar para que as pessoas ficassem tão surpresas e mindblowned como no final do primeiro filme da trilogia de Maze Runner, ou no início de The Matrix, mas sempre sem o conseguirem, acabando por criar momentos um pouco constrangedores para quem foi ao cinema na expectativa de ver um filme realmente bom numa área completamente inexplorada no cinema português, a ficção científica.

O som/banda sonora foi também, para além do argumento, um aspecto bastante pobre, devendo ser este um aspecto a melhorar fortemente em produções futuras.

No entanto, devo também destacar os aspectos que gostei: a caracterização da personagem de Diogo Morgado, a edição e a direção de fotografia, estando esta última praticamente perfeita.

No que toca ao elenco, a maioria dos atores, em quase todos os momentos (tirando alguns na segunda metade do filme), tiveram uma representação muito positiva e capaz de transportar os espectadores para o universo do filme.

Por fim, quero também mencionar os efeitos especiais que, apesar de saber que não foram excelentes, considero que foram bastante bons, tendo em conta tratar-se de um filme "solum" deste género em Portugal.

Concluindo, nota-se muito é dos primeiros filmes que Diogo e Pedro Morgado escrevem e realizam, mas isso não quer dizer que seja mau: é uma oportunidade para evoluir.
Afinal, depois disto só se pode fazer melhor.