The Invisible Man

The Invisible Man ★★★

Se eu pudesse resumir minha experiência ao assistir The Invisible Man em uma palavra ela seria: "Damn!".

Eu duvidei muito do potencial desse projeto ao assistir o trailer, imaginava que seria mais longa de qualidade questionável destinado a obter sucesso em bilheteria. Todas as cenas cheiravam a isso. Mas agora posso afirmar que estava completamente errada.

Adotando um personagem de nome Adrian Griffin, assim como no clássico de 1933, nesta versão Griffin ganha uma nova personalidade, uma invenção que chega ao mesmo resultado (invisibilidade) de outra forma e uma convicção distinta para mostrar sua face violenta.

Assim como no remake de Suspiria de 2018, The Invisible Man se mostra como outro grande longa que não merece e está longe de ser considerado remake, ele caminha com as próprias pernas, nada se prende a versão de 33.

O roteiro possuí alguns momentos que podem levantar questões pela falta de lógica, pequenas pontas soltas. No entanto, no geral, é um excelente roteiro com momentos que fogem completamente do que esse longa facilmente poderia atrair: mesmice habitual, assim como alguns thrillers dos últimos anos.

Acompanhar Elisabeth Moss na pele de uma mulher que recentemente havia se liberto de anos de violência doméstica e obtinha sequelas, mas ainda continuava sã, gerando total desconfiança de seus próximos aponta um grande, convincente, atual e necessário subtexto. Seria muito simples contar a história de um grande cientista que fica invisível, mas aqui acompanhamos a história justamente de uma vítima, correndo risco graças ao ex abusivo.

A montagem dita um ritmo intenso, onde você pode até respirar por alguns breves segundos, mas sempre há algo acontecendo, mesmo que você não veja. Não seria justo dar esse crédito apenas as olhadas desconfiadas e as vezes convincentes da Moss para algum lugar da parede. A montagem é precisa e além de precisa, não no faz perder tempo em cenas que poderia ser além de desnecessárias, prejudicial. Também é justo citar o grande trabalho de fotografia de Stefan Duscio, ele cria ambientes que favorecem o ritmo.

The Invisible Man é um grande filme, com mais uma grande atuação de Elisabeth Moss. Agora é esperar que a Universal não cometa o grande erro de produzir uma sequência para um longa que não precisa de uma.

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