Wolf Children ★★★★★

O filme parte de uma premissa pertencente ao gênero da fantasia, mas que consegue harmonizar muito bem essa camada fantástica com as temáticas presentes na realidade.
Somos introduzidos a esse universo pela narração da filha, que conta a história de como seus pais se conheceram. Hana, uma jovem universitária observa um jovem solitário que frequenta a mesma aula que ela, mas sem possuir um livro para auxiliá-lo no estudo. A partir da aproximação dela para conhecê-lo, vamos acompanhando o desenvolvimento dessa relação , passando pela revelação do segredo do homem, o fato de ele ser na realidade um lobisomem, até o nascimento do casal de filhos, as duas Crianças Lobo do título. Toda essa parte é feita de forma breve, por meio de saltos temporais que são realizadas de forma magistral e que é capaz de gerar muita empatia por esses personagens.

Mas, um acontecimento logo nessa primeira metade do filme muda completamente o status da família, que passa a ter que conviver com a perda do pai. É a partir daí que vemos a verdadeira jornada dos personagens, ao lidar com a vida da mãe na tarefa criar dois filhos que fogem ao padrão da sociedade,

Acompanhamos a mãe ensinando os filhos a controlar os impulsos derivados da natureza peculiar de ambos, a dificuldade que uma mãe solteira tem para cuidar sozinha das crianças no mundo, passando por problemas econômicos até questionamentos se ela é capaz dessa tarefa.

E paralelamente a isso, as jornadas pessoais de cada uma das crianças, com suas tentativas de adaptação na sociedade, suas vivências e a escolhas que eles devem fazer na vida, como entre abraçar o lado humanos da vida ou o lado lobo e a mãe sempre presente ali, acompanhando essa jornada e ainda que seja duro para ela, entende a escolha tomada por um deles e posteriormente se sente feliz por tudo o que aconteceu com a vida dos filhos.